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sexta-feira, 16 de março de 2018

A MINHA EXPERIÊNCIA NA RESTAURAÇÃO


  
Eu não sei se vocês concordam comigo, mas a minha geração tem um problema... vá não é só um, são vários! Mas pronto, vim falar-vos de um em particular.

Eu desde de que me lembro que tenho a ilusão de que sou especial e vou alcançar grandes coisas na minha vida... e vocês dizem “mas Shi, tu podes alcançar grandes coisas na tua vida! Basta quereres e lutar por isso”. Sim essa conversa é toda muito bonita, mas nem toda a gente está destinada para ser alguém na vida, quando digo isto de ser alguém na vida, digo pelo estereótipo de chegar ao topo de uma carreira e ganhar muito dinheiro. A maioria das pessoas para chegar a um patamar desses, ou é muito bom naquilo que faz ou simplesmente conseguiu de maneira menos honesta. Mas o facto, é que grande parte de nós não é especial e se não metermos os pés no chão, existe uma probabilidade de acabarmos por sofrer uma depressão.

Esta conversa toda é para quê? Ora eu tive de deixar de achar que era especial, que ia ser descoberta por uma empresa e ia ser uma grande designer ou um grande técnica de multimédia para me aperceber que comer faz falta, pagar as contas faz falta e a minha independência também fazia falta e decidi tentar uma profissão que muitos não consideram tão boa, tão digna. Afinal de contas a maioria das pessoas não sonha ser empregado do lixo, empregado de mesa, operador fabril ou trabalhar num call-center. Mas o facto é que estes empregos têm de existir e se todos tivéssemos grandes ambições e nos limitássemos a elas, não haveriam sequer empregos de atendimento ao público. A nossa sociedade não iria funcionar. Portanto essas profissões que consideramos menos dignas, são necessárias.

Quando decidi que precisava de um emprego para ganhar dinheiro, fosse qual fosse. Encontrei a oportunidade de ser empregada de mesa de um restaurante muito grande e famoso e aqui a miss ingenuidade, acreditava que ser empregada de mesa não tinha ciência nenhuma, que era uma coisa tão fácil como tirar o pedido, pedir o pedido e entregar o pedido na mesa. Mas não... ser empregado de mesa de facto é algo muito mais desafiante do que parece e requer mais força física e psicológica do que muitas pessoas pensam.

Havia dias em que tínhamos os turnos todos cheios e ainda tínhamos pessoas à fila e acontecia um problema na cozinha e estava tudo desgraçado, havia dias em que tinha de ficar na explanada, com uma farda de manga comprida num sol de 40 graus, e ter pessoas rabugentas por causa do calor e porque por algum motivo a comida não estava a sair à velocidade que eles achavam aceitável. Ser empregada de mesa é se saco de pancada, é dar a cara por quase tudo o que possa correr mal num restaurante e essas coisas de facto acontecem e nós temos de manter um sorriso na cara e tentar agilizar, para tentar manter as 20 e tal pessoas que tens no teu turno.

Apesar disto tudo eu gostei muito de trabalhar como empregada de mesa, de tal modo que cheguei a pensar que se realmente nunca conseguisse um trabalho na minha área, que poderia trabalhar nisto para o resto da vida. Os meus colegas eram fantásticos e a chefia também não ficava atrás. Havia alguns clientes habituais que eram fantásticos e outros que nem tanto... e isto durante muito tempo chegou-me para ir motivada para o trabalho. Mas depois de um ano e tal a viver esta rotina de loucos, o meu corpo começou a dar de si e depois do corpo veio a mente.

Trabalhar num restaurante implica muitas vezes fazer horários repartidos... Eu sinceramente acho que devia ser ilegal fazer horários repartidos. Onde eu trabalhava havia horário de abertura, horário repartido e horário de fecho e nós por média fazíamos uma abertura, um fecho e 3 repartidos e isto para muitos sítios onde só se tem horários repartidos era muito bom. Um restaurante poderia viver bem de horários seguidos, mas de facto se um empregador consegue-nos manter no restaurante só à hora das refeições, conseguem poupar bastante no número de empregados que precisam de contratar, mas sei por experiência que se os restaurantes só tivessem horários seguidos, não haveria falta de pessoas na restauração como há.

Para terem noção eu saia de casa pelas 10h e muitas vezes só regressava a casa pelas 2h00, isto tudo graças ao horários repartidos. Tinha pausas gigantescas à tarde e não conseguia vir a casa ou fazer nada de produtivo durante esse tempo porque estava longe de casa e se viesse cá era só o tempo dos transportes e ainda voltava mais cansada. Chegou a uma altura em que as vezes tinha de optar entre tomar banho ou dormir mais um bocadinho. Até que comecei a ter crises de ansiedade no trabalho, comecei a não aguentar a pressão. Um dia acordei e estava a ver tudo desfocado... tive o dia todo sem ver uma porra à frente e foi assim que tive de admitir que tinha chegado ao meu limite e que não aguentava mais.

Olhando para trás, se calhar deveria ter ido ao médico porque tudo indicava que estava com um burnout... mas na altura senti quase que se fosse ao médico que estava a mentir e acabei por deduzir que era só mesmo fraquinha, que não aguentava mais e que devia despedir-me e foi isso que eu fiz.

Hoje em dia vejo esta profissão de maneira completamente diferente e trato os empregados de mesa de maneira totalmente diferente... e para vocês que estão a receber um serviço, ofereçam simpatia! Podem ter a certeza que vão sentir-se mais satisfeitos no final.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SingStar Celebration

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Não sei se vocês sabem, mas desde que o meu pai me comprou a playstation2 e em conjunto o primeiro jogo do singstar que saiu… sou completamente viciada neste jogo de "karaoke". O meu moço como sabia disso acabou por me comprar o singstar celebration para a ps4 como presente de aniversário. Este gajo deve mesmo amar-me… quem no seu prefeito juízo oferece um presente tão pica miolos como este? Já viram o sacrifício que vai ter que fazer? As tardes com dores de cabeça por ouvir a voz de cana rachada da sua amada?



Ora bem mas eu vim aqui fazer uma espécie de review aqui do joguinho. Ainda não vi muitas diferenças dos outros singstares anteriores, tirando o reportório de músicas que é bastante mais actual, mas têm uma diferença muito grande… os microfones.

Ainda podemos usar os microfones dos jogos anteriores (infelizmente tenho um deles estragado) ou então podemos usar o nosso smartphone como microfone.

Eu vou confessar que quando vi o jogo sem microfones, torci um pouco o nariz, queria dizer que o meu instinto não estava certo, mas a coisa não funciona muito bem… Isto porque os modelos dos smartphones são diferentes e os microfones acabam por ter discrepâncias entre eles.

Juro que isto não é o meu mau a perder (sim porque eu sou super competitiva, sabe se lá porque), mas fiz o teste entre o meu telemóvel e o telemóvel dele e com o telemóvel dele, temos sempre melhores resultados...

Claro que podemos sempre usar a nosso favor e é mais fácil se formos jogar com várias pessoas. Mas continuo a gostar mais de jogar com os antigos microfones do jogo.



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2017 em retrospectiva


Passei a passagem de ano de 2017 a trabalhar e nessa altura andava tão atarefada que nem pensei sequer no que queria realizar este ano. Apesar de ter sido um ano em que as coisas foram acontecendo ao ritmo da maré, foi um ano com alguns acontecimentos marcantes. Foi um ano em que percebi que algumas coisas tem limites, e foi também o ano em que aprendi que outras não têm. Foi um ano de progresso e de retrocesso. Foi um ano de grandes conquistas e de algumas perdas.

Em Abril finalmente comprei um carro e perdi o medo de conduzir depois de 4 anos de carta sem o fazer.

Em Julho compramos a nossa primeira casa, mesmo sem ter calculado que seria algo que aconteceria este ano.

Em Outubro despedi-me do emprego que tanto tinha gostado no passado, depois de ter percebido que há coisas que causam mais dano quando insistimos nelas do que quando decidimos desistir.

Em Novembro decidi por mãos à obra e comecei um Curso de e-learning de Desenvolvedor Web com esperança de no futuro conseguir realizar um dos sonhos que não tinha... mas criei.

Se enumerar, não foram coisas em quantidade, mas foram coisas de grande impacto e mesmo que não tenham sido todas 100% positivas, foram coisas que me prepararam para um ano cheio de mudanças!

Feliz Ano de 2018!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

26 anos

Sim… sou eu
Pois bem… eu fui uma daquelas sortudas ou azaradas que decidiu vir a este mundo no dia 1 de Janeiro. Nunca gostei de fazer o meu aniversário nesta altura festiva. Vamos ser sinceros… não sou a pessoa mais altruísta que conheço e ter que partilhar "o meu dia" com esta celebração tão grande, sempre foi algo que fez confusão. Em criança e adolescente, muitas vezes não passava com amigos porque por norma tinham planos em família, ou iam passar o ano novo fora e agora em adulta… é muito à base de reclamações por estarem com uma ressaca maior que eles. Este ano não estava muito entusiasmada com o meu aniversário. Tanto que não organizei nada para o celebrar. Passamos o ano novo na casa de uns amigos, que foram uns queridos e a pedido do meu moço, fizeram-me uma surpresa e me aparecerem com um bolinho. Não estava à espera e tenho de confessar que me aqueceu o coração.
Agora à noite vamos para a casa da minha tia, que queria fazer um jantarzinho para juntar a família e disse para aproveitarmos e juntarmos as duas coisas, portanto também vai haver um bolinho para os parabéns.
Sei que se calhar não pareço muito animada, mas por algum motivo fico sempre um pouco emocionada ou talvez até um pouco nostálgica sempre que faço anos… Mas quis escrever sobre isto  para vos obrigar a dar-me os parabéns (claro!)… e para desejar a todos um bom ano! Tenho a certeza que 2018 vai ser um ano muito especial!


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Primeira resolução

Ainda agora estava pelo facebook e vi esta imagem na página do E-konomista.pt e fiquei a pensar no quanto relata a realidade. Nós cá por casa tentamos não ficar com muita coisa porque já sabíamos que não íamos conseguir dar conta e por isso pedimos aos nossos familiares para levar isto e aquilo. Mas ainda ficou para cá uma boa dose de baba de camelo, mousse de chocolate, chocolates em tudo o que é canto, broas de mel, torta de Azeitão, paté de atum, camarões e… acho que foi tudo. Depois ainda estamos naquela fase de jantares de Natal pós Natal, em que vamos comer "à tia, à mãe e à avó" e tenho que confessar que apesar de ser das pessoas mais glutonas que conheço (mentira estou a exagerar), isto não anda a ser fácil. 
A minha irmã já disse que podia levar um doce ou outro para a casa dela (a baba de camelo se calhar vai ser mesmo encaminhada para lá), o meu moço ajuda-me a comer algumas coisas mas é pouco… portanto tenho andado a lanchar gordices atrás de gordices e hoje por descarga de consciência já almocei sopinha só com uma batata (para além dos outros ingredientes claro) e tenho bebido chá sem açúcar as carradas. Mas acho que isto tudo não vai impedir um belo número na balança (agora se calhar só me peso para o ano, para nem desmoralizar) e uma boa dose de diabetes. Como provavelmente engordei nesta época festiva ( tal como 90% de outros seres vivos), a minha primeira resolução de ano novo, é não engordar do período do Natal ao Natal. 

Primeira Ceia de Natal


Desde que compramos a casa que tinha a ideia fixa de que a véspera de Natal seria cá. Não suportava a ideia de passar esta noite sem os meus pais e não achava justo priva-lo dos pais dele ou até de mim, portanto juntar as duas famílias pareceu-me a solução ideal.

Não houve cá decorações natalícias para além da árvore Natal (essas mariquices ficam para outro ano). Vieram garfos e facas emprestados, doces pelos tios, irmã e cunhado, a mãe dele cozinhou o melhor que ela sabe fazer, a minha mãe fez o mesmo e nós… demos a casa, quatro mãos e duas bocas para comer todas as gordices que apareceram à frente. 

A lista de convidados acabou por aumentar um pouco mais do que previ, ao ponto da minha preocupação ser "onde é que raio é que vou sentar esta gente toda?!". Fomos 13 ao total, (não faço ideia de como é que sentei esta gente toda à volta de uma mesa) , comida em abundância, presentes em moderação e boa disposição. Não estava à espera que corresse tão bem como correu, mas posso desde já dizer que foi um dia muito feliz e espero repetir.

E foi assim que o meu pai deixou de puder dizer que só conhece os meus sogros quando eu me casar. 


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

1 mês antes do suposto

Dia 30 de Outubro decidimos ir comprar uns espelhos para as casas de banho. Já andávamos numa luta à imenso tempo porque não encontrávamos nenhum que tivesse o suportes nas mesmas distancias em que tínhamos os buracos na parede e não queríamos fazer novos buracos. Acabamos por desistir disso e fomos até ao Leroy Merlin comprar uns que achássemos bonitos e o resto logo se arranjava. Nisto quando estávamos a ir embora… esbarrei com a secção de decoração de Natal e não consegui evitar levar uma árvore comigo. Era uma coisa que ainda não tinha na minha casa e comecei a achar que os preços ali ou no chinês acabavam por ser a mesma coisa e lá levei a senhora árvore. 

Cheguei a casa, numa altura em que não tinha praticamente decorações… se me lembro ainda nem tinha montado os varões e posto os cortinados, decidi montar logo a árvore. Não sei se foi pela ânsia de ter uma árvore de natal na minha nova casinha, se foi preguiça de a colocar na arrecadação, mas ali ficou.

Dias depois comprei os ornamentos para a árvore no Lidl, uns azuis e uns prateados e comprei as fitinhas, a estrela e as luzes num mega chinês aqui da zona. Claro que isto de não ter uma ocupação têm as suas consequências e mal cheguei a casa meti as mãos à obra. 

A minha avó materna faleceu no Natal quando eu tinha 6 anos e esta comemoração acabou por ser sempre algo estranho e/ou triste na casa da minha mãe. Não sei se foi uma tentativa de contrariar toda esta tristeza, tenho a certeza que a minha avó não iria querer isto ou se foi simplesmente pela ansiedade de criar novas memórias… memórias felizes na minha nova casa. 

Acabei por ser a doida… que montou a árvore de natal um mês antes do costume. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ilusões e desilusões na procura de trabalho

Acredito que faça parte de uma maioria que têm uma espécie de filtro no que toca a procura de trabalho. Como a oferta nas minhas áreas dos estudos ou nas áreas que me sinto 100% à vontade é muito escassa, o meu filtro fica bastante diminuído a tudo o que não seja call center e vendas de porta em porta. 

Não há nada que eu menos goste do que impingir alguma coisa a alguém sem que essa pessoa tenha pedido. Percebo o desespero das empresas que praticam este tipo de markting tão violento, mas sinceramente as vezes acho que este tipo de estratégia muitas vezes causa um efeito contrário e esse efeito acaba por ser descarregado em cima dos trabalhadores, que muitas vezes aceitam este tipo de trabalhado desesperados para receber algum. Eu como consumidora do que seja, sempre que quero um produto ou um serviço vou à busca dele.

Com isto queria falar-vos de umas coisinhas que me aconteceram... Tenho mandado currículos para as áreas em que estou interessada e entre as carradas de CVS ignorados, houve 3 almas que acharam que o meu perfil era aquilo que estavam à procura… e porque não? Afinal eu sou uma pessoa maravilhosa *vou-me convencendo aos poucos*. Entre essas 3 empresas, 2 delas chamaram-me para uma 2.ª entrevista. 

Com a primeira estava super entusiasmada, era uma empresa de markting e publicidade que apesar de já ter alguns escritórios espalhados, ia abrir outro aqui na margem sul e estava à procura de uma recepcionista, web designers e trabalhadores para diversas áreas… Na primeira entrevista, depois de ter fingido que era a pessoa mais confiante do mundo, disseram-me o que faziam e perguntaram se estaria disposta a liderar uma equipa e eu respondi que sim enquanto tentava enganar a mim própria.  No dia a seguir, na segunda entrevista, levaram-me para vender um serviço de porta em porta. Na minha decepção fui me embora.

A segunda empresa estava à procura de uma recepcionista na área da saúde, também aqui na margem sul. Quando me chamaram para esta entrevista fiquei super entusiasmada porque apesar de não ser a minha área era algo que eu gostava mesmo de poder fazer. Durante a entrevista perguntaram-me porque que me tinha candidatado a esta vaga e eu entusiasmada enumerei o porque de querer ser recepcionista nesta área e o senhor partiu o meu coração a dizer que esta vaga não era para recepcionista, era para vender seguros de saúde. Ligaram-me mais tarde para ir a uma segunda entrevista, da qual acabei por não ir. 

Posso parecer ingrata, mas não tenho estofo para este tipo de trabalho. Portanto acredito genuinamente que é melhor deixar para quem tenha capacidades e não se sinta miserável ao faze-lo.

domingo, 26 de novembro de 2017

Decorações e outras mariquices

Estamos a viver nesta casa desde Setembro, compramos a mobília de quarto e de sala praticamente toda de uma vez e durante algum tempo só tínhamos isso, a mobília… Não precisamos de andar cá com pressas eu sei… mas o facto é que uma casa sem decoração não parece tão acolhedora, é quase como se fosse só uma carcaça.

O primeiro drama foi os cortinados, tive a engonhar, estava à procura da cor perfeita e parecia que nunca encontrava aquele azul que parecia que só existia na minha cabeça. O segundo drama era um tapete para a sala… queria um tapete felpudo, mas ao mesmo tempo não queria porque parecia dar muito trabalho a limpar. Acabei por comprar o tapete na mesma porque não conseguia deixar de pensar no aspecto confortável dele. O terceiro drama é tudo o que é bibelô, quadros e outro tipo de decorações. Compramos uma velinha aqui, uma velita ali, uma moldura aqui, outra ali e já andava há séculos a matutar sobre o centro de mesa para a minha mesa de centro (belo trocadilho… só que não).

Queria que o meu centro de mesa combinasse com as cores que ando a utilizar na minha sala  (azul, branco, cinza, castanho). Era necessário que fosse algo baixinho, porque o móvel da nossa TV não é assim tão alto e não queria tirar a vista fabulosa para as minhas séries preferidas. Para finalizar, tinha que ser algo que gostasse minimamente… e depois até ter uma ideia na cabeça era do catano, até porque não sou propriamente uma designer de interiores e não percebo um cú de decorações.

Portanto hoje fui ao Espaço Casa e este foi o resultado:




Comprei um prato grande em tons de azul, aquelas coisinhas de cheirinho de plantas secas que não faço ideia de como se chamam, duas velas azuis que enrolei com um cordel que vinha a fechar o saco das plantinhas et voilà. 

Gostaram do resultado? Não gostaram? Acham que é algo clássico, acham que já passou de moda? Sejam lá os meus críticos. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Um passo maior que a perna?

Desde Julho do ano passado que estava a trabalhar num restaurante que têm um grande nome e por consequência tinha muito movimento. Os primeiros meses foram difíceis, por uma questão de adaptação e principalmente por causa dos horários praticados na restauração, mas rapidamente ganhei o gosto por aquilo. Adorava os meus colegas e também gostava da gerência por mais rígidos que fossem na altura.

Entretanto devido a alguns acontecimentos, mudaram a gerência, o que me deixou um pouco desmotivada. Os novos gerentes eram simpáticos, eram queridos e provavelmente boas pessoas demais... Os horários eram alterados para agrado e desagrado de alguns, algumas tarefas deixaram de ser feitas porque não havia firmeza por parte deles e num local onde o mais importante é o trabalho em equipa a coisa começou a desmoronar.

As tarefas que antes estavam a ser divididas por todos, passaram a ser feitas só por aqueles que se preocupavam minimamente e eu parvinha... era uma dessas pessoas.

O ordenado mínimo deixou de ser suficiente para a carga de trabalho que tinha, os horários ridículos que fazia e para as atitudes que certos clientes tinham connosco. Comecei com dores de cabeça ridículas, estava sempre com sono, tinha ataques de ansiedade e cheguei ao cúmulo de acordar um dia e literalmente não ver nada à frente e isto para mim foi um abrir de olhos. 

Algures em Outubro deste ano entreguei a minha carta de demissão, dei os dias à casa, gozei os dias de férias que tinha por gozar e fiquei desempregada.

Há quem diga que devia ter aguentado mais tempo, ter feito um acordo com eles para não me renovarem o contrato e darem-me o papel para o fundo de desemprego ou que deveria ter ido ao médico porque definitivamente estava a ter um burnout e devia ir ido para a baixa. Há quem diga simplesmente que dei um passo maior que a perna.

Eu só sei que estava super infeliz no trabalho que estava e não aguentava nem mais um dia a trabalhar naquele restaurante.

Agora sou mais uma desempregada para as estatísticas. 


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Em negação


Em 2000, quando tinha 8 anos e ainda não tinha um gosto musical definido, a minha irmã, ainda adolescente na altura, ia-me influenciando com os gostos dela. Apesar de já ter sido há tanto tempo, parece-me tão recente quando ela colocava o álbum do Hybrid Theory, que tinha saído nesse ano, a tocar na aparelhagem aos altos berros. Até aquela altura, em tinha andado limitada a Backstreet Boys, Os Excesso e Britney Spears, fiquei fascinada com a diferença no estilo musical. Dos Linkin Park veio muita coisa a seguir,  não foram a banda dos meus amores de adolescência, mas foram a porta para tudo o que oiço todos os dias. Para mim foi um choque estar no trabalho e ouvir da boca de uma colega minha que o Chester se tinha enforcado... Alias, quando ela me disse que tinha lido no Correio da Manhã, achei que era treta e só depois de ter confirmado numa fonte mais fidedigna é que cai em mim. Não estava mesmo nada à espera que isto acontecesse. 

Seja lá o que te atormentava na vida, espero que tenhas encontrado paz interior.

A banda pode até não acabar, mas nunca vai ser a mesma coisa.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pior que os homens


Sabem aquele estereotipo de que uma mulher quando está doente, acaba por agir como se não fosse nada de mais e faz tudo aquilo que precisa de fazer enquanto o homem fica na cama a exagerar que pode ser as suas últimas palavras porque provavelmente vai morrer? Pronto... eu neste cenário sou definitivamente um homem.

Mas depois o papel de mulher mistura-se nisto tudo e o que acontece é que "estou a morrer" mas guardo esse pormenor para mim porque sou muito orgulhosa para admitir que está a doer ou algo que se pareça.

Estou com uma bela de uma amigdalite, antes de começar a tomar o antibiótico, as minhas bichas estavam tão inchadas que a minha garganta quase que fechava. Ontem tinha tantas dores no corpo e tantos calafrios que mal me consegui levantar para me alimentar.

As vezes pergunto-me como é que vai ser quando me juntar e ele estiver em alto mar e eu sozinha em casa, será que vou chamar a mamã para me socorrer ou vou ser orgulhosa e morrer de fraqueza na cama? *






*Não vai acontecer nada, vou ganhar vergonha na cara e cuidar de mim porque têm que ser.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Converter-me numa dona de casa xpto


Ainda não há mobília nem chave na mão, ainda não tenho nada para arrumar, limpar ou seja o que seja, mas já estou a pensar em algo inevitável... Qual será a minha performance como dona de casa?
Vou ser sincera, não conheço a vida de outras pessoas a fundo, mas o facto é que não conheço ninguém tão desarrumado ou desleixado como eu.

Sou o tipo de pessoa que dá prioridade a dormir a arrumar o quarto.

Não sei se é da quantidade de tralha que tenho na casa dos meus pais, não sei se é de não ter as coisas à minha maneira, mas a realidade mais provável é que eu sou uma preguiçosa nata.

Pessoas bué adultas da cena que já andam na vida de morar fora da casa dos papás há mais tempo, digam-me uma coisa... também eram assim e a coisa mudou? Ainda há esperança na minha pessoa? É possível que estime mais a casa por ser MINHA?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Desamores de uma empregada de mesa (1)


Quando te dizem que querem fazer já já o pedido porque estão com imensa pressa e depois ficam a fazer sala até depois da hora da tua saída. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Stress Pós-Ikea

Até há uns dias atrás nunca tinha ido ao ikea. Os meus pais nunca tiveram grandes planos de decorar a casa desde que me lembro e apesar de ter amigos que vão lá só para jantar ou almoçar como se aquilo fosse uma relíquia da gastronomia sueca, nunca calhou ter lá ido. 

A primeira impressão que tive não foi a mais maravilhosa. Regressei ao passado e foi quase como entrei na Primark pela primeira vez, quando ainda não havia loja no Colombo nem no Almada Forum. Foi uma sensação avassaladora, senti desde agorafobia a claustrofobia ou outra sensação qualquer exagerada. Aquilo estava à pinha, quase como milhares se tivessem lembrado que não tinham mais nada para fazer e decidiram ir ao IKEA como se de um museu se tratasse. 




Fomos com intenção de encontrar a nossa mobília para a sala, nisto procrástinamos um pouco e vimos possível mobiliário para o terraço mesmo depois de termos concordado que iríamos começar só com o essencial. Entretanto já estávamos a ver material de escritório, seguidamente passamos para os pratos... voltamos à mobília da sala, experimentamos todos os sofás que estavam em exposição e empancamos na questão de eu me sentir atraída por móveis brancos e ele sentir-se atraído por móveis pretos e apesar de estarmos fartos de saber que podemos conjugar perfeitamente os dois em harmonia, tiramos uma foto, tiramos duas e saímos de lá sem nada. 


Até há um tempo atrás estava iludida de que decorar ou mobilar uma casa ia ser canja e que os longos anos de experiência a jogar sims iriam me ajudar, mas a vida não é um jogo de simulação, e em termos de gostos quando se fala no plural, a coisas complicam-se. 







Ilustração tirada daqui

terça-feira, 11 de julho de 2017

Tomei o maior passo da minha vida

A brincar mas sem querer brincar, meti na ideia que queria comprar uma casa e comecei a ver apartamentos e moradias com o meu namorado...

Toda a gente me dizia que era um absurdo, que deveria tirar essa ideia da minha cabeça e pensar em alugar, porque se as coisas corressem mal, era mais fácil voltar atrás. Podem dizer que sou uma iludida, mas porquê que deveria correr do principio que as coisas vão correr mal? E se começar a evitar fazer coisas na minha vida com medo que elas corram mal, nunca hei de conquistar nada!

Depois de meses à procura de casa já estava frustrada. Encontrar uma casa que fosse de acordo com aquilo nós queríamos e dentro do preço que nós podíamos pagar, revelou-se uma tarefa difícil. Em Abril vimos um anuncio de uma casa que pelas fotos não nos parecia ser grande coisa, mas que ao vivo nos deixou rendidos de tal modo que apenas umas horas depois de a termos visitado, fizemos logo uma proposta.

Parece que aconteceu tão rápido e ao mesmo tempo parece que tudo está a acontecer devagar... Estou numa ansiedade terrível acompanhada com uma saudade por antecipação da casa que cresci e ainda não abandonei. 

Faltam uns dias para fazer a escritura, mas posso dizer oficialmente que somos proprietários de uma casa.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

1 ano nesta vida

Durante a minha época de ensino secundário, sempre tive a ideia que se por alguma eventualidade da vida não conseguisse um emprego na área dos meus estudos, iria tentar qualquer emprego digno que me pudesse sustentar. 

Olhava para operadores de caixa, empregados de balcão, empregados de mesa e achava que devia "ser canja trabalhar em algo assim, nem puxava muito do intelecto e que qualquer pessoa o conseguiria fazer" (lies... all lies). 

Claro que desvalorizamos a dificuldade das coisas, quando não sabemos como realmente são e as piadas sobre o atendimento directo ao público não são apenas piadas, são obstáculos que testam a nossa paciência todos os dias. 


Por tudo o que aprendi na restauração e por todo o respeito que ganhei pelos trabalhadores de atendimento ao público, acho que antes de frequentar-mos qualquer tipo de estabelecimento, deveríamos estar na pele de quem nos atende, nem que fosse um dia, só para entender a dureza que é trabalhar nestas áreas e assim, tenho quase a certeza que não seria um trabalho tão ingrato como é. 

Se não fosse um trabalho ingrato, será que estaria mais feliz? Se fosse bem remunerada, seria o meu emprego de sonho? 

Eu chego a casa todos os dias exausta, com dores no corpo e na alma, passo mais horas fechada no meu trabalho do que tempo a dormir e a desfrutar da companhia dos meus familiares e amigos em simultâneo. Com isto tudo, ontem fez um ano que me meti nesta vida e por continuar a não conseguir experiência na minha área de estudos, ando num ciclo vicioso, do qual não consigo sair.

Pelo menos tenho a minha saúde e alguns trocos (só que não). 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Um dia de cardio


Subo para cima da passadeira e coloco a máquina a 6 km/h, começo a andar enquanto penso "tenho mesmo que correr? está a doer-me as pernas...", continuo a andar enquanto não chega aos 3 minutos. Começo a correr a 8km/h e cada minuto parece interminável, olho para as plantas que estão à frente do aparelho, rezo para que tenha passado um minuto, enquanto isso passaram dez segundos. Repito o procedimento várias vezes, o meu subconsciente vai sempre dar ao pensamento do quão fraca e do quão fora de forma estou. Alterno entre dois minutos a correr e dois minutos a andar, conto todos os segundos até chegar aos 35 minutos. Sinto as minhas pernas meio tremulas, agarro-me às laterais da passadeira para não me desequilibrar, vou diminuindo o ritmo até parar...

O suor escorre por todos os lados, o cabelo irrita-me vezes sem conta pelo simples facto de começar a sair do apanhado e deslizar pela minha cara. Está na hora de fazer uma aula de spinning. Ajusto a bicicleta, sento e começo a fazer o treino descontraidamente. Finalmente estou numa bicicleta, esqueço-me do quão difícil se vai tornar e suspiro por não ter de correr mais hoje. O peso vai subindo, o ritmo também, sentar, levantar, sentar levantar, aguentar um minuto de pé, descansar um minuto sentada e chega aos 30 minutos e as minhas pernas estão a arder... apetece-me dizer todas as asneiras que conheço, penso "Shinobu vá, só falta 15 minutos tu consegues, depois podes ir descansar não há stress", resisto contra o impulso de desistir mas faço apenas mais 7 minutos, estou exausta, não consigo mais. 

Deixo de saber o que são pernas e para que servem, estão entre uma dormência e uma dor constante. Fazer exercício cinco dias seguidos não é assim tão fácil. Mas é possível e tenho de deixar de ser picuinhas, de desistir sempre que doí, porque na área do conforto não conquisto nada, mas ainda não consegui sair de lá.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um mês complicado

Como vos disse anteriormente comecei a trabalhar à coisa de um mês de poucos, não vos disse é que tipo de trabalho era ou melhor é. Estou a trabalhar um café/restaurante como empregada de balcão, empregada de mesa e ajudante de cozinha. Quando consegui este emprego pensei no quanto necessitava do dinheiro e no quanto precisava de sair de casa, mas não pensei nas consequências que teria na minha dieta. Já é difícil resistir a tentações quando não as temos por perto, mas trabalhar com comida é dose. 

Geralmente o meu almoço é sempre uma das opções do menu do dia e nem sempre são adequados à minha dieta. Tenho sempre alguém a relembrar-me do quão sou jovem e que não me tenho de preocupar tanto com isso porque o peso eventualmente irá desaparecer. Mas vamos ser realistas, isto não acontece e nem vai acontecer.



O meu peso mantêm-se igual mas começo a sentir-me frustrada porque não tenho motivação suficiente para ser determinada e recusar sempre que me tentam alimentar com algo que não é adequado para os meus objectivos.


quinta-feira, 24 de março de 2016

Noticias boas, más e mais ou menos.

Amanhã faz oficialmente uma semana que não ponho os pés no ginásio.

Shinobu Maria!!!! Perdeste o juízo? Então não estavas empenhada em tornar-te uma pessoa fit cenas e tal?

Realmente tinha esse objectivo e cada dia que passa sinto uma espécie de culpa maior. Olho para o espelho e parece que o meu tamanho triplicou. Estou com problemas de visão como é claro!


Eu não tenho ido ao ginásio porque comecei a trabalhar na sexta-feira passada. Infelizmente não é um trabalho na minha área, mas estou bastante grata por me terem dado uma oportunidade. O meu horário é das 11h as 20h com uma hora de almoço. Não vou dizer que é um horário mau... Mas tenho de admitir que me custa acordar as 6h30 para apanhar autocarro às 7h e tal para estar uma hora e pouco no ginásio, voltar e chegar a horas ao trabalho.


Nunca fui uma pessoa matinal, muito menos para começar o dia com uma tortura corporal. Tenho de ganhar forças onde não tenho, senão a minha vida de ginásio vai acabar por se extinguir durante um tempo indeterminado.