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sexta-feira, 16 de março de 2018

A MINHA EXPERIÊNCIA NA RESTAURAÇÃO


  
Eu não sei se vocês concordam comigo, mas a minha geração tem um problema... vá não é só um, são vários! Mas pronto, vim falar-vos de um em particular.

Eu desde de que me lembro que tenho a ilusão de que sou especial e vou alcançar grandes coisas na minha vida... e vocês dizem “mas Shi, tu podes alcançar grandes coisas na tua vida! Basta quereres e lutar por isso”. Sim essa conversa é toda muito bonita, mas nem toda a gente está destinada para ser alguém na vida, quando digo isto de ser alguém na vida, digo pelo estereótipo de chegar ao topo de uma carreira e ganhar muito dinheiro. A maioria das pessoas para chegar a um patamar desses, ou é muito bom naquilo que faz ou simplesmente conseguiu de maneira menos honesta. Mas o facto, é que grande parte de nós não é especial e se não metermos os pés no chão, existe uma probabilidade de acabarmos por sofrer uma depressão.

Esta conversa toda é para quê? Ora eu tive de deixar de achar que era especial, que ia ser descoberta por uma empresa e ia ser uma grande designer ou um grande técnica de multimédia para me aperceber que comer faz falta, pagar as contas faz falta e a minha independência também fazia falta e decidi tentar uma profissão que muitos não consideram tão boa, tão digna. Afinal de contas a maioria das pessoas não sonha ser empregado do lixo, empregado de mesa, operador fabril ou trabalhar num call-center. Mas o facto é que estes empregos têm de existir e se todos tivéssemos grandes ambições e nos limitássemos a elas, não haveriam sequer empregos de atendimento ao público. A nossa sociedade não iria funcionar. Portanto essas profissões que consideramos menos dignas, são necessárias.

Quando decidi que precisava de um emprego para ganhar dinheiro, fosse qual fosse. Encontrei a oportunidade de ser empregada de mesa de um restaurante muito grande e famoso e aqui a miss ingenuidade, acreditava que ser empregada de mesa não tinha ciência nenhuma, que era uma coisa tão fácil como tirar o pedido, pedir o pedido e entregar o pedido na mesa. Mas não... ser empregado de mesa de facto é algo muito mais desafiante do que parece e requer mais força física e psicológica do que muitas pessoas pensam.

Havia dias em que tínhamos os turnos todos cheios e ainda tínhamos pessoas à fila e acontecia um problema na cozinha e estava tudo desgraçado, havia dias em que tinha de ficar na explanada, com uma farda de manga comprida num sol de 40 graus, e ter pessoas rabugentas por causa do calor e porque por algum motivo a comida não estava a sair à velocidade que eles achavam aceitável. Ser empregada de mesa é se saco de pancada, é dar a cara por quase tudo o que possa correr mal num restaurante e essas coisas de facto acontecem e nós temos de manter um sorriso na cara e tentar agilizar, para tentar manter as 20 e tal pessoas que tens no teu turno.

Apesar disto tudo eu gostei muito de trabalhar como empregada de mesa, de tal modo que cheguei a pensar que se realmente nunca conseguisse um trabalho na minha área, que poderia trabalhar nisto para o resto da vida. Os meus colegas eram fantásticos e a chefia também não ficava atrás. Havia alguns clientes habituais que eram fantásticos e outros que nem tanto... e isto durante muito tempo chegou-me para ir motivada para o trabalho. Mas depois de um ano e tal a viver esta rotina de loucos, o meu corpo começou a dar de si e depois do corpo veio a mente.

Trabalhar num restaurante implica muitas vezes fazer horários repartidos... Eu sinceramente acho que devia ser ilegal fazer horários repartidos. Onde eu trabalhava havia horário de abertura, horário repartido e horário de fecho e nós por média fazíamos uma abertura, um fecho e 3 repartidos e isto para muitos sítios onde só se tem horários repartidos era muito bom. Um restaurante poderia viver bem de horários seguidos, mas de facto se um empregador consegue-nos manter no restaurante só à hora das refeições, conseguem poupar bastante no número de empregados que precisam de contratar, mas sei por experiência que se os restaurantes só tivessem horários seguidos, não haveria falta de pessoas na restauração como há.

Para terem noção eu saia de casa pelas 10h e muitas vezes só regressava a casa pelas 2h00, isto tudo graças ao horários repartidos. Tinha pausas gigantescas à tarde e não conseguia vir a casa ou fazer nada de produtivo durante esse tempo porque estava longe de casa e se viesse cá era só o tempo dos transportes e ainda voltava mais cansada. Chegou a uma altura em que as vezes tinha de optar entre tomar banho ou dormir mais um bocadinho. Até que comecei a ter crises de ansiedade no trabalho, comecei a não aguentar a pressão. Um dia acordei e estava a ver tudo desfocado... tive o dia todo sem ver uma porra à frente e foi assim que tive de admitir que tinha chegado ao meu limite e que não aguentava mais.

Olhando para trás, se calhar deveria ter ido ao médico porque tudo indicava que estava com um burnout... mas na altura senti quase que se fosse ao médico que estava a mentir e acabei por deduzir que era só mesmo fraquinha, que não aguentava mais e que devia despedir-me e foi isso que eu fiz.

Hoje em dia vejo esta profissão de maneira completamente diferente e trato os empregados de mesa de maneira totalmente diferente... e para vocês que estão a receber um serviço, ofereçam simpatia! Podem ter a certeza que vão sentir-se mais satisfeitos no final.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2017 em retrospectiva


Passei a passagem de ano de 2017 a trabalhar e nessa altura andava tão atarefada que nem pensei sequer no que queria realizar este ano. Apesar de ter sido um ano em que as coisas foram acontecendo ao ritmo da maré, foi um ano com alguns acontecimentos marcantes. Foi um ano em que percebi que algumas coisas tem limites, e foi também o ano em que aprendi que outras não têm. Foi um ano de progresso e de retrocesso. Foi um ano de grandes conquistas e de algumas perdas.

Em Abril finalmente comprei um carro e perdi o medo de conduzir depois de 4 anos de carta sem o fazer.

Em Julho compramos a nossa primeira casa, mesmo sem ter calculado que seria algo que aconteceria este ano.

Em Outubro despedi-me do emprego que tanto tinha gostado no passado, depois de ter percebido que há coisas que causam mais dano quando insistimos nelas do que quando decidimos desistir.

Em Novembro decidi por mãos à obra e comecei um Curso de e-learning de Desenvolvedor Web com esperança de no futuro conseguir realizar um dos sonhos que não tinha... mas criei.

Se enumerar, não foram coisas em quantidade, mas foram coisas de grande impacto e mesmo que não tenham sido todas 100% positivas, foram coisas que me prepararam para um ano cheio de mudanças!

Feliz Ano de 2018!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

26 anos

Sim… sou eu
Pois bem… eu fui uma daquelas sortudas ou azaradas que decidiu vir a este mundo no dia 1 de Janeiro. Nunca gostei de fazer o meu aniversário nesta altura festiva. Vamos ser sinceros… não sou a pessoa mais altruísta que conheço e ter que partilhar "o meu dia" com esta celebração tão grande, sempre foi algo que fez confusão. Em criança e adolescente, muitas vezes não passava com amigos porque por norma tinham planos em família, ou iam passar o ano novo fora e agora em adulta… é muito à base de reclamações por estarem com uma ressaca maior que eles. Este ano não estava muito entusiasmada com o meu aniversário. Tanto que não organizei nada para o celebrar. Passamos o ano novo na casa de uns amigos, que foram uns queridos e a pedido do meu moço, fizeram-me uma surpresa e me aparecerem com um bolinho. Não estava à espera e tenho de confessar que me aqueceu o coração.
Agora à noite vamos para a casa da minha tia, que queria fazer um jantarzinho para juntar a família e disse para aproveitarmos e juntarmos as duas coisas, portanto também vai haver um bolinho para os parabéns.
Sei que se calhar não pareço muito animada, mas por algum motivo fico sempre um pouco emocionada ou talvez até um pouco nostálgica sempre que faço anos… Mas quis escrever sobre isto  para vos obrigar a dar-me os parabéns (claro!)… e para desejar a todos um bom ano! Tenho a certeza que 2018 vai ser um ano muito especial!


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Saga do Aspirador 1

Algures em Setembro, depois de termos começado a habitar a casa, começamos a comprar pequenos electrodomésticos… Como na altura ainda estava a trabalhar e não tinha horários de gente, o meu moço acabou por comprar alguns produtos com a ajuda dos pais dele. 

Ele foi à worten à procura de um aspirador decente. Uma funcionaria que estava lá perto, ofereceu ajuda e sugeriu um modelo que "supostamente" era a água.  A senhora explicou como funcionava, ele ficou convencido e como estava em promoção ele acabou por o trazer.

Utilizamos o aspirador com as instruções que a funcionaria tinha dado e um mês depois o aspirador começou a verter água da ficha e entretanto deixou de funcionar.

Fomos até à área de reparação da worten, disseram-nos que a garantia não abrangia questões relacionadas com a água, que devia ter sido mau uso nosso, que devíamos ter posto muita água e beca beca. Na altura fiquei pior que estragada. Como assim mau uso? Eu colocava só um pouco de água porque tinha medo e nunca tinha ultrapassado a linha que dizia "máximo". Sem falar que se era um aspirador a água, porque que raio a garantia não cobre? Então e se tivesse danificado e a água entrasse no motor ou algo assim?

Foi para orçamento e queriam cobrar-nos quase 60 euros… mais um pouco e era o preço que tínhamos pagado pelo aspirador. Fomos lá discutir esta questão e dizer que não aceitávamos este orçamento. O funcionário era outro, explicamos a situação toda. Entretanto este funcionário começa a ver a descrição do produto no computador e muito sério diz-nos que o aspirador não é a água. Começo-me a rir porque já nem sabia reagir de outra forma. 

Como assim não é a água?! Mas vendaram-me o aspirador e ainda me disseram com todas as garantias que era assim que se usava e agora dizem-me que é um aspirador a seco sem saco? Pedimos o livro de reclamações e depois de explicarmos a situação toda a supervisor eles ofereceram-se para pagar o  arranjo. Isto a dia 27 de Outubro… recebi o aspirador apenas hoje.

Primeiro veio com uma mossa que tenho a certeza absoluta que não tinha e quando ele começa a aspirar, para de trabalhar e depois começa a trabalhar de novo (como se tivesse com algum tipo de mau contacto). Já nem sei se isto é normal ou se tenho de ir reencaminhada de novo para a área de reparações da worten.

Querem uma recomendação? Por mais óbvia que seja a utilização de um produto, não se fiem nos vendedores e leiam sempre o livro de instruções.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Primeira resolução

Ainda agora estava pelo facebook e vi esta imagem na página do E-konomista.pt e fiquei a pensar no quanto relata a realidade. Nós cá por casa tentamos não ficar com muita coisa porque já sabíamos que não íamos conseguir dar conta e por isso pedimos aos nossos familiares para levar isto e aquilo. Mas ainda ficou para cá uma boa dose de baba de camelo, mousse de chocolate, chocolates em tudo o que é canto, broas de mel, torta de Azeitão, paté de atum, camarões e… acho que foi tudo. Depois ainda estamos naquela fase de jantares de Natal pós Natal, em que vamos comer "à tia, à mãe e à avó" e tenho que confessar que apesar de ser das pessoas mais glutonas que conheço (mentira estou a exagerar), isto não anda a ser fácil. 
A minha irmã já disse que podia levar um doce ou outro para a casa dela (a baba de camelo se calhar vai ser mesmo encaminhada para lá), o meu moço ajuda-me a comer algumas coisas mas é pouco… portanto tenho andado a lanchar gordices atrás de gordices e hoje por descarga de consciência já almocei sopinha só com uma batata (para além dos outros ingredientes claro) e tenho bebido chá sem açúcar as carradas. Mas acho que isto tudo não vai impedir um belo número na balança (agora se calhar só me peso para o ano, para nem desmoralizar) e uma boa dose de diabetes. Como provavelmente engordei nesta época festiva ( tal como 90% de outros seres vivos), a minha primeira resolução de ano novo, é não engordar do período do Natal ao Natal. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

1 mês antes do suposto

Dia 30 de Outubro decidimos ir comprar uns espelhos para as casas de banho. Já andávamos numa luta à imenso tempo porque não encontrávamos nenhum que tivesse o suportes nas mesmas distancias em que tínhamos os buracos na parede e não queríamos fazer novos buracos. Acabamos por desistir disso e fomos até ao Leroy Merlin comprar uns que achássemos bonitos e o resto logo se arranjava. Nisto quando estávamos a ir embora… esbarrei com a secção de decoração de Natal e não consegui evitar levar uma árvore comigo. Era uma coisa que ainda não tinha na minha casa e comecei a achar que os preços ali ou no chinês acabavam por ser a mesma coisa e lá levei a senhora árvore. 

Cheguei a casa, numa altura em que não tinha praticamente decorações… se me lembro ainda nem tinha montado os varões e posto os cortinados, decidi montar logo a árvore. Não sei se foi pela ânsia de ter uma árvore de natal na minha nova casinha, se foi preguiça de a colocar na arrecadação, mas ali ficou.

Dias depois comprei os ornamentos para a árvore no Lidl, uns azuis e uns prateados e comprei as fitinhas, a estrela e as luzes num mega chinês aqui da zona. Claro que isto de não ter uma ocupação têm as suas consequências e mal cheguei a casa meti as mãos à obra. 

A minha avó materna faleceu no Natal quando eu tinha 6 anos e esta comemoração acabou por ser sempre algo estranho e/ou triste na casa da minha mãe. Não sei se foi uma tentativa de contrariar toda esta tristeza, tenho a certeza que a minha avó não iria querer isto ou se foi simplesmente pela ansiedade de criar novas memórias… memórias felizes na minha nova casa. 

Acabei por ser a doida… que montou a árvore de natal um mês antes do costume. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ilusões e desilusões na procura de trabalho

Acredito que faça parte de uma maioria que têm uma espécie de filtro no que toca a procura de trabalho. Como a oferta nas minhas áreas dos estudos ou nas áreas que me sinto 100% à vontade é muito escassa, o meu filtro fica bastante diminuído a tudo o que não seja call center e vendas de porta em porta. 

Não há nada que eu menos goste do que impingir alguma coisa a alguém sem que essa pessoa tenha pedido. Percebo o desespero das empresas que praticam este tipo de markting tão violento, mas sinceramente as vezes acho que este tipo de estratégia muitas vezes causa um efeito contrário e esse efeito acaba por ser descarregado em cima dos trabalhadores, que muitas vezes aceitam este tipo de trabalhado desesperados para receber algum. Eu como consumidora do que seja, sempre que quero um produto ou um serviço vou à busca dele.

Com isto queria falar-vos de umas coisinhas que me aconteceram... Tenho mandado currículos para as áreas em que estou interessada e entre as carradas de CVS ignorados, houve 3 almas que acharam que o meu perfil era aquilo que estavam à procura… e porque não? Afinal eu sou uma pessoa maravilhosa *vou-me convencendo aos poucos*. Entre essas 3 empresas, 2 delas chamaram-me para uma 2.ª entrevista. 

Com a primeira estava super entusiasmada, era uma empresa de markting e publicidade que apesar de já ter alguns escritórios espalhados, ia abrir outro aqui na margem sul e estava à procura de uma recepcionista, web designers e trabalhadores para diversas áreas… Na primeira entrevista, depois de ter fingido que era a pessoa mais confiante do mundo, disseram-me o que faziam e perguntaram se estaria disposta a liderar uma equipa e eu respondi que sim enquanto tentava enganar a mim própria.  No dia a seguir, na segunda entrevista, levaram-me para vender um serviço de porta em porta. Na minha decepção fui me embora.

A segunda empresa estava à procura de uma recepcionista na área da saúde, também aqui na margem sul. Quando me chamaram para esta entrevista fiquei super entusiasmada porque apesar de não ser a minha área era algo que eu gostava mesmo de poder fazer. Durante a entrevista perguntaram-me porque que me tinha candidatado a esta vaga e eu entusiasmada enumerei o porque de querer ser recepcionista nesta área e o senhor partiu o meu coração a dizer que esta vaga não era para recepcionista, era para vender seguros de saúde. Ligaram-me mais tarde para ir a uma segunda entrevista, da qual acabei por não ir. 

Posso parecer ingrata, mas não tenho estofo para este tipo de trabalho. Portanto acredito genuinamente que é melhor deixar para quem tenha capacidades e não se sinta miserável ao faze-lo.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Um dia de cardio


Subo para cima da passadeira e coloco a máquina a 6 km/h, começo a andar enquanto penso "tenho mesmo que correr? está a doer-me as pernas...", continuo a andar enquanto não chega aos 3 minutos. Começo a correr a 8km/h e cada minuto parece interminável, olho para as plantas que estão à frente do aparelho, rezo para que tenha passado um minuto, enquanto isso passaram dez segundos. Repito o procedimento várias vezes, o meu subconsciente vai sempre dar ao pensamento do quão fraca e do quão fora de forma estou. Alterno entre dois minutos a correr e dois minutos a andar, conto todos os segundos até chegar aos 35 minutos. Sinto as minhas pernas meio tremulas, agarro-me às laterais da passadeira para não me desequilibrar, vou diminuindo o ritmo até parar...

O suor escorre por todos os lados, o cabelo irrita-me vezes sem conta pelo simples facto de começar a sair do apanhado e deslizar pela minha cara. Está na hora de fazer uma aula de spinning. Ajusto a bicicleta, sento e começo a fazer o treino descontraidamente. Finalmente estou numa bicicleta, esqueço-me do quão difícil se vai tornar e suspiro por não ter de correr mais hoje. O peso vai subindo, o ritmo também, sentar, levantar, sentar levantar, aguentar um minuto de pé, descansar um minuto sentada e chega aos 30 minutos e as minhas pernas estão a arder... apetece-me dizer todas as asneiras que conheço, penso "Shinobu vá, só falta 15 minutos tu consegues, depois podes ir descansar não há stress", resisto contra o impulso de desistir mas faço apenas mais 7 minutos, estou exausta, não consigo mais. 

Deixo de saber o que são pernas e para que servem, estão entre uma dormência e uma dor constante. Fazer exercício cinco dias seguidos não é assim tão fácil. Mas é possível e tenho de deixar de ser picuinhas, de desistir sempre que doí, porque na área do conforto não conquisto nada, mas ainda não consegui sair de lá.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um mês complicado

Como vos disse anteriormente comecei a trabalhar à coisa de um mês de poucos, não vos disse é que tipo de trabalho era ou melhor é. Estou a trabalhar um café/restaurante como empregada de balcão, empregada de mesa e ajudante de cozinha. Quando consegui este emprego pensei no quanto necessitava do dinheiro e no quanto precisava de sair de casa, mas não pensei nas consequências que teria na minha dieta. Já é difícil resistir a tentações quando não as temos por perto, mas trabalhar com comida é dose. 

Geralmente o meu almoço é sempre uma das opções do menu do dia e nem sempre são adequados à minha dieta. Tenho sempre alguém a relembrar-me do quão sou jovem e que não me tenho de preocupar tanto com isso porque o peso eventualmente irá desaparecer. Mas vamos ser realistas, isto não acontece e nem vai acontecer.



O meu peso mantêm-se igual mas começo a sentir-me frustrada porque não tenho motivação suficiente para ser determinada e recusar sempre que me tentam alimentar com algo que não é adequado para os meus objectivos.


quinta-feira, 24 de março de 2016

Noticias boas, más e mais ou menos.

Amanhã faz oficialmente uma semana que não ponho os pés no ginásio.

Shinobu Maria!!!! Perdeste o juízo? Então não estavas empenhada em tornar-te uma pessoa fit cenas e tal?

Realmente tinha esse objectivo e cada dia que passa sinto uma espécie de culpa maior. Olho para o espelho e parece que o meu tamanho triplicou. Estou com problemas de visão como é claro!


Eu não tenho ido ao ginásio porque comecei a trabalhar na sexta-feira passada. Infelizmente não é um trabalho na minha área, mas estou bastante grata por me terem dado uma oportunidade. O meu horário é das 11h as 20h com uma hora de almoço. Não vou dizer que é um horário mau... Mas tenho de admitir que me custa acordar as 6h30 para apanhar autocarro às 7h e tal para estar uma hora e pouco no ginásio, voltar e chegar a horas ao trabalho.


Nunca fui uma pessoa matinal, muito menos para começar o dia com uma tortura corporal. Tenho de ganhar forças onde não tenho, senão a minha vida de ginásio vai acabar por se extinguir durante um tempo indeterminado. 






sexta-feira, 11 de março de 2016

Quando a esmola é muita o pobre desconfia

Como sabem tenho andado à procura de trabalho nas diversas áreas onde tenho formação e apesar do meu insucesso ontem tive oportunidade de ir a uma entrevista e não fui.

Shinobu Maria! Como assim não foste?!

Ora bem, vou-vos contar uma história. Quarta-feira recebi um e-mail na minha conta que dizia algo assim do género:
"Boa tarde Shinobu Maria, nos somos a empresa X e estamos à procura de uma pessoa para o cargo de markting e promoções e apesar de não te teres candidatado a esta vaga, nos temos contacto com vários sites de procura de trabalho e encontramos o teu currículo. Se verificarmos que o seu currículo se adequa à vaga, entraremos em contacto por telemóvel."
Eu li isto e achei muito estranho, de facto ignorei, pensei que era algum tipo de spam ou algo do género. Mas mais tarde ligaram-me para ir a uma entrevista no dia a seguir na morada X. Na altura até me entusiasmei e disse que ia, mas depois fui pesquisar sobre a empresa na internet... 

Procurei pelo nome, não apareceu nada. Procurei pela morada e apareceu-me um monte de empresas supostamente fictícias e um monte de pessoas a dizer que era fraude. A entrevista era em Lisboa e portanto decidi não arriscar, acho que não me iam matar ou algo do género. Mas na via das duvidas eu já sou pobre e assim pelo menos não gasto 10 euros em algo que provavelmente não iria dar em nada.

Já agora deixo aqui umas provas:

A "empresa" que me contactou é a UP - A new idea e a morada é a seguinte:
Avenida Duque de Loulé nº72, 4 andar
1050-091, Lisboa

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sofrer por antecipação



Eu sei que a ansiedade é inimiga da dieta mas não consigo parar de sofrer por antecipação. Amanhã (daqui a umas horas) tenho a minha avaliação física de metade de Janeiro a metade de Fevereiro e já consigo imaginar na minha cabeça a minha instrutora a ralhar comigo porque não obtive resultados ou então ainda pior... porque engordei ou perdi massa magra e aumentei massa gorda. Enfim...

A minha balança está sem pilhas e já não me peso a algum tempo, o que também me algum nervosismo...apesar de tudo estou a tentar não estar constantemente a controlar o meu peso, porque sei que vou dar em maluca se o número 65 não descer na minha balança.

Recentemente comecei a apontar tudo o que como, as quantidades e em que tipo de refeição como esses certos alimentos. Isto com o intuito de perceber o que estou a fazer mal. Por agora o que percebi é que tenho muitas comemorações na minha vida e que me dou ao desfrute de alimentos impróprios nessas mesmas "festividades" ou "momentos sociais".

Não queria propriamente deixar de desfrutar com os meus amigos e familiares, como também não queria ser aquela que recusa um docinho porque têm 5 quilos para perder. Mas o facto é que quanto menos peso te falta para atingires certa meta, mais difícil se torna de alcançares os teus objectivos, é preciso mais sacrifícios e eu já entendi que não me estou a sacrificar o suficiente.

Enfim... seja lá o que a balança me mostrar amanhã!



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Comida, comida e mais comida



A obsessão pela comida geralmente começa com as dietas. Uma pessoa com um bom auto-estima e que não está sempre a fazer dietas da moda, geralmente não pensa exageradamente em comida. Agora quem está a fazer dieta geralmente até têm um grupo de alimentos em que não pode sequer pensar e sabem o que acontece quando te pedem para não pensares numa coisa? Essa coisa não te sai da cabeça inevitavelmente.

É comum eliminarmos certos grupos de alimentos da nossa alimentação quando fazemos dieta, geralmente os hidratos de carbono e as gorduras e ao agirmos assim conseguimos resultados relativamente rápidos.

É tudo muito bonito, mas isto têm pelo menos dois problemas. O primeiro é a sabotagem... Quando fazemos uma alimentação muito rígida temos tendência a ter deslizes e quando temos deslizes... Upa upa! Somos bem capazes de comer pelos dias todos em que tivemos em abstinência. O segundo problema é termos de seguir a dieta para o resto da vida, porque inevitavelmente o peso irá voltar mal pusermos o pézinho de fora da dieta.


Temos de pensar na nossa vida a longo prazo, pensar em pequenas mudanças com que possamos viver o resto da nossa vida, porque só assim é que vamos conseguir atingir os nossos objectivos de maneira saudável, tanto para a nossa mente como para o nosso corpo.

Objectivo para este ano... eliminar 5 quilos. Chuuu demónio, sai daqui!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dietisses


Não tenho grandes recordações de ser magra, sei que o fui até aos meus sete/oito anos e a partir daí foi quase sempre a acrescer. Eram bolicãos, pães de leite mistos, cereais com leite em vez de leite com cereais...

A primeira dieta surgiu quando tinha 12 anos, as crianças geralmente têm um metabolismo rápido e a maior parte do bacon foi ao sitio. Passei de obesa para rechonchuda e o facto de ter dado o pulo também na mesma altura ajudou muito.

Nem foi assim tão rápido, mas voltei à obesidade algures entre os 16 e 18 anos. Fiz uma dieta não guiada, mas também sem grandes maluquices. Evitei os típicos doces e gorduras e comia muita sopa e salada. Perdi 16 quilos num ano, tinha um peso considerado normal mas sentia-me gorda na mesma.

Aos 19 entrei na universidade e no meio das festanças e comida da cantinha engordei 11 quilos em três anos. Deixei-me descontrolar e parte de mim estava em negação de tal modo que não fez alterações enquanto podia.

No ano passado comecei a frequentar um CET e feita parva, deixei de me importar e comecei a comer croassains mistos e leitinhos ucal com as minhas colegas praticamente quase todos os dias ao lanche. Foi o suficiente para engordar 4/5 quilos e encontrar-me no nível 1 de obesidade novamente.

Depois de ter visto que tinha recuperado o peso todo estava louquinha à procura de uma dieta e uma colega mostrou-me a dieta dos 31 dias. Na teoria a dieta resultou, perdi 7/8 quilos e por ai me mantive. O único problema é que continuando em dieta o meu corpo recusou-se a abandonar mais uma grama que fosse. Sem falar nos danos psicológicos que esta dieta me causou. Porque eu não tenho uma relação saudável com a comida e não sei quando conseguirei ter.



Desde Setembro que vou ao ginásio em média 5 dias por semana, tento-me mentalizar que o peso não interessa para nada, mas quando o digo estou a ser hipócrita. Porque por mais que me diga que o que importa é os níveis de massa magra e massa gorda, continuo presa ao imc e às teorias do peso ideal.

(continua...)


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

De novembro...estamos aqui


Hoje faz exactamente um mês desde que o ano começou e faz também exactamente um mês desde o meu ultimo aniversário. Pensei que nesta altura já me sentiria mais velha, mas sinto a mesma desilusão que senti quando fiz 18 anos. Nessa altura achava que ao chegar a esse número mágico a minha vida mudaria por completo pelo simples facto de me tornar maior de idade. Agora com 24 anos, sinto uma dormência, vejo a vida os outros a avançar e a minha tão estagnada.

O meu estágio terminou, sai com esperanças de uma futura contratação mas ao longo que os dias passam essa esperança vai-se desvanecendo... Agora chegou a altura de deixar de esperar e fazer-me pela vida... "Se apronte Fevereiro, vou-lhe usar." 


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Deixei de sonhar...



Com este titulo até parece que abandonei um sonho de longa data, que perdi a esperança e por ai fora. Mas sinceramente não sei se seria melhor essa situação ou a minha situação actual. Vá vamos confessar, tenho tendências melodramáticas e para isto já não tenho cura. O meu estágio continua lindo e maravilhoso, o ginásio continua no sitio, tal como a minha casa. MAS...

O meu problema é que neste ultimo mês ando tãooo cansada, mas tãoooo cansada, que fecho os olhos, volto a abrir e já é de manhã. O sentimento de prazer e de escape que sentia ao dormir, desapareceu por completo e são umas 6/7 horas da minha vida que parece que me passam à frente todos os dias e eu nem dou por eles.

Estou tão cansada que nunca mais me lembrei de um sonho que seja e muitos conseguem viver com isso, mas eu... sinto-me como se não tivesse dormido!

Resumidamente... estou a dar em maluca e ainda nem tenho filhos!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Brincar às dietas


Isto já soa a um pouco fora de prazo, mas sábado tive uma festa de pijama de halloween com alguns dos meus colegas de curso. O plano era ir às compras, fazer o jantar e fazer uma maratona de filmes de terror pela madrugada fora. 

Fomos às compras, ora foi vodka, ora foi gomas, ora foi chocolates, massa folhada, ovos, carne picada, queijo e fiambre, moscatel e provavelmente mais algumas coisas que a minha mente não permite.

Claro que já sabia o que me esperava quando confirmei a minha ida a esta festa. 

Os meus colegas falavam em shots de vodka com gelatina e outros com gomas, falavam em croissans recheados com kitkat, falavam em panquecas com nutella e o grande prato principal que consistia num rolo de carne em forma de pessoa e com muito ketshup a fazer de sangue... claro que tinha de ser acompanhado com batatas fritas.

Não comi à desalmada... mas enchi-me de shots de vodka com gomas o que não é nada bom. Não só não aguentei a noite toda acordada como também fiquei com uma dor de barriga espectacular.

Pior... pior... foi ter ido a outra festa no dia seguinte, mas desta vez com quase todos os meus colegas na casa de uma delas. O almoço foi lasanha e havia um monte de iguarias, desde semi-frios a bolos de chocolate. Comi uma porção de lasanha, lanchei uma taça de serradura e jantei uma fatia de semi-frio.

Epá sou tão saudável ...

Resumindamente, daqui nada vocês acham que ando p'raqui a brincar às dietas e que este é o blogue da asneira.

Este mês não vou a mais festa nenhuma, prometo. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Banalidades

Calças 36 e Calças 38
Em maio quando comecei a minha dieta, vestia o 42 de calças, quase a puxar para o 44. Não é que eu fosse um 42/44 real, mas a forma do meu corpo sempre foi pêra e eu sempre acumulei mais gordura na parte de baixo do corpo e por mais largas que me ficassem na cintura, não havia maneira de caberem nas pernas. 

No final de setembro vi umas calças de cintura subida na h&m, com o preço fantástico de 10€ e apaixonei-me por elas. Lembro-me que as comprei justas de propósito para durarem mais tempo no meu processo da dieta. Hoje consigo andar com elas vestidas e enfiar dois braços lá dentro... o que é um momento quase agridoce. 

Hoje decidi experimentar algumas roupas de quanto era um pouco mais magra e na loucura fui experimentar umas calças 36 com padrão xadrez... e não é que serviram? Mas acho que o criador destas calças foi muito generoso, porque seguidamente fui experimentar umas 38 e apesar de servirem, estão muito apertadas naquilo que chamo a badana da perna, mais propriamente na gordurinha junto às virilhas. 

Se fosse para ser sincera, diria que actualmente visto o "39", o que é coisa que não se vê à venda em todas as lojas. Mas também existe a possibilidade do pseudo designer que fez as calças 38 quisesse que as mulheres se sentissem mal e por isso pôs uma etiqueta 38 para umas calças 36. Fazia sentido não fazia? Pois eu quero acreditar que sim.

Merdinhas à parte, estou feliz por estar a recuperar o meu antigo guarda-roupa. 

p.s: Sim... há papel higiénico nestas fotos, não precisam de comentar sobre isso, é sinal de que tenho papel em casa para limpar o cú.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Como é que vocês conseguem?

Na quinta-feira passada comecei a estagiar na área dos meus estudos, têm tudo corrido muito bem, os meus colegas parecem ser todos boas pessoas e fazem-me sentir bem acolhida. Até aqui tudo bem, lindo e maravilhoso... até chegar à parte de passar 13 horas fora de casa. Isto não é culpa só do estágio, até porque só ocupa 8 horas do meu dia com almoço incluído, mas depois têm os transportes e o ginásio. Depois chego a casa, tenho de fazer o jantar e o almoço do dia seguinte, lavo a loiçinha, ponho a roupa do ginásio para lavar, abasteço a mala do ginásio com mais roupa e dou por mim e já é meia noite.

Eu não tenho uma vida complicada... só quero saber mesmo como é que as mães trabalhadoras que treinam no ginásio conseguem... Porque eu sem filhos pelo vistos não ando a gerir o meu tempo suficientemente bem. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Refeição da Asneira...


No início da minha dieta conseguia fazer um dia inteiro da asneira sem grandes consequências na minha dieta, hoje em dia qualquer desleixo que tenho, parece que têm consequências massivas. Ás vezes vou na maluquice de me questionar se estou a comer de menos e por isso o meu corpo está a entrar em modo de sobrevivência. Por vezes vou ao cúmulo de me perguntar se não será o karma e que mal terei eu feito para estar a sofrer estas consequências. 

Esta semana, tirando o dia de descanso, treinei todos os dias. Fiz todas as refeições, mantendo os meus hidratos de carbono limitados a um pão integral por dia e ocasionalmente uma fruta. Sabem qual foi o resultado deste comportamento? Zero quilos perdidos!

Sexta-feira tinha um jantar de amigos e comi meia dose de choco frito com batatas fritas e arroz de feijão e uma fatia de cheese cake para a sobremesa. Com esta brincadeira a minha balança decidiu-me assustar com mais dois quilos, claro que era uma óbvia retenção de líquidos e decidi não pensar muito nisso. Domingo pesei-me e tinha 65,6 quilos. Mais  500 gramas do que na semana passada, por uma cheat meal. 

«-Oh Shinobu não vês que já deves ter ganho alguma massa muscular e se calhar o peso é isso?» ya... NÃO me pareça que seja mesmo isso... e nem me atrevam a dizer que «-Fazes um cocózinho e isso desaparece», sim não digam isto que tenho a certeza que não é bem assim. 

Veremos que resultados terei na próxima semana, enquanto estou aqui frustrada a pensar em Big Macs e chocolates Milka enquanto como cenouras e folhas de alface.