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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Primeira Ceia de Natal


Desde que compramos a casa que tinha a ideia fixa de que a véspera de Natal seria cá. Não suportava a ideia de passar esta noite sem os meus pais e não achava justo priva-lo dos pais dele ou até de mim, portanto juntar as duas famílias pareceu-me a solução ideal.

Não houve cá decorações natalícias para além da árvore Natal (essas mariquices ficam para outro ano). Vieram garfos e facas emprestados, doces pelos tios, irmã e cunhado, a mãe dele cozinhou o melhor que ela sabe fazer, a minha mãe fez o mesmo e nós… demos a casa, quatro mãos e duas bocas para comer todas as gordices que apareceram à frente. 

A lista de convidados acabou por aumentar um pouco mais do que previ, ao ponto da minha preocupação ser "onde é que raio é que vou sentar esta gente toda?!". Fomos 13 ao total, (não faço ideia de como é que sentei esta gente toda à volta de uma mesa) , comida em abundância, presentes em moderação e boa disposição. Não estava à espera que corresse tão bem como correu, mas posso desde já dizer que foi um dia muito feliz e espero repetir.

E foi assim que o meu pai deixou de puder dizer que só conhece os meus sogros quando eu me casar. 


domingo, 26 de novembro de 2017

Decorações e outras mariquices

Estamos a viver nesta casa desde Setembro, compramos a mobília de quarto e de sala praticamente toda de uma vez e durante algum tempo só tínhamos isso, a mobília… Não precisamos de andar cá com pressas eu sei… mas o facto é que uma casa sem decoração não parece tão acolhedora, é quase como se fosse só uma carcaça.

O primeiro drama foi os cortinados, tive a engonhar, estava à procura da cor perfeita e parecia que nunca encontrava aquele azul que parecia que só existia na minha cabeça. O segundo drama era um tapete para a sala… queria um tapete felpudo, mas ao mesmo tempo não queria porque parecia dar muito trabalho a limpar. Acabei por comprar o tapete na mesma porque não conseguia deixar de pensar no aspecto confortável dele. O terceiro drama é tudo o que é bibelô, quadros e outro tipo de decorações. Compramos uma velinha aqui, uma velita ali, uma moldura aqui, outra ali e já andava há séculos a matutar sobre o centro de mesa para a minha mesa de centro (belo trocadilho… só que não).

Queria que o meu centro de mesa combinasse com as cores que ando a utilizar na minha sala  (azul, branco, cinza, castanho). Era necessário que fosse algo baixinho, porque o móvel da nossa TV não é assim tão alto e não queria tirar a vista fabulosa para as minhas séries preferidas. Para finalizar, tinha que ser algo que gostasse minimamente… e depois até ter uma ideia na cabeça era do catano, até porque não sou propriamente uma designer de interiores e não percebo um cú de decorações.

Portanto hoje fui ao Espaço Casa e este foi o resultado:




Comprei um prato grande em tons de azul, aquelas coisinhas de cheirinho de plantas secas que não faço ideia de como se chamam, duas velas azuis que enrolei com um cordel que vinha a fechar o saco das plantinhas et voilà. 

Gostaram do resultado? Não gostaram? Acham que é algo clássico, acham que já passou de moda? Sejam lá os meus críticos. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Converter-me numa dona de casa xpto


Ainda não há mobília nem chave na mão, ainda não tenho nada para arrumar, limpar ou seja o que seja, mas já estou a pensar em algo inevitável... Qual será a minha performance como dona de casa?
Vou ser sincera, não conheço a vida de outras pessoas a fundo, mas o facto é que não conheço ninguém tão desarrumado ou desleixado como eu.

Sou o tipo de pessoa que dá prioridade a dormir a arrumar o quarto.

Não sei se é da quantidade de tralha que tenho na casa dos meus pais, não sei se é de não ter as coisas à minha maneira, mas a realidade mais provável é que eu sou uma preguiçosa nata.

Pessoas bué adultas da cena que já andam na vida de morar fora da casa dos papás há mais tempo, digam-me uma coisa... também eram assim e a coisa mudou? Ainda há esperança na minha pessoa? É possível que estime mais a casa por ser MINHA?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Stress Pós-Ikea

Até há uns dias atrás nunca tinha ido ao ikea. Os meus pais nunca tiveram grandes planos de decorar a casa desde que me lembro e apesar de ter amigos que vão lá só para jantar ou almoçar como se aquilo fosse uma relíquia da gastronomia sueca, nunca calhou ter lá ido. 

A primeira impressão que tive não foi a mais maravilhosa. Regressei ao passado e foi quase como entrei na Primark pela primeira vez, quando ainda não havia loja no Colombo nem no Almada Forum. Foi uma sensação avassaladora, senti desde agorafobia a claustrofobia ou outra sensação qualquer exagerada. Aquilo estava à pinha, quase como milhares se tivessem lembrado que não tinham mais nada para fazer e decidiram ir ao IKEA como se de um museu se tratasse. 




Fomos com intenção de encontrar a nossa mobília para a sala, nisto procrástinamos um pouco e vimos possível mobiliário para o terraço mesmo depois de termos concordado que iríamos começar só com o essencial. Entretanto já estávamos a ver material de escritório, seguidamente passamos para os pratos... voltamos à mobília da sala, experimentamos todos os sofás que estavam em exposição e empancamos na questão de eu me sentir atraída por móveis brancos e ele sentir-se atraído por móveis pretos e apesar de estarmos fartos de saber que podemos conjugar perfeitamente os dois em harmonia, tiramos uma foto, tiramos duas e saímos de lá sem nada. 


Até há um tempo atrás estava iludida de que decorar ou mobilar uma casa ia ser canja e que os longos anos de experiência a jogar sims iriam me ajudar, mas a vida não é um jogo de simulação, e em termos de gostos quando se fala no plural, a coisas complicam-se. 







Ilustração tirada daqui