Não tenho grandes recordações de ser magra, sei que o fui até aos meus sete/oito anos e a partir daí foi quase sempre a acrescer. Eram bolicãos, pães de leite mistos, cereais com leite em vez de leite com cereais...
A primeira dieta surgiu quando tinha 12 anos, as crianças geralmente têm um metabolismo rápido e a maior parte do bacon foi ao sitio. Passei de obesa para rechonchuda e o facto de ter dado o pulo também na mesma altura ajudou muito.
Nem foi assim tão rápido, mas voltei à obesidade algures entre os 16 e 18 anos. Fiz uma dieta não guiada, mas também sem grandes maluquices. Evitei os típicos doces e gorduras e comia muita sopa e salada. Perdi 16 quilos num ano, tinha um peso considerado normal mas sentia-me gorda na mesma.
Aos 19 entrei na universidade e no meio das festanças e comida da cantinha engordei 11 quilos em três anos. Deixei-me descontrolar e parte de mim estava em negação de tal modo que não fez alterações enquanto podia.
No ano passado comecei a frequentar um CET e feita parva, deixei de me importar e comecei a comer croassains mistos e leitinhos ucal com as minhas colegas praticamente quase todos os dias ao lanche. Foi o suficiente para engordar 4/5 quilos e encontrar-me no nível 1 de obesidade novamente.
Depois de ter visto que tinha recuperado o peso todo estava louquinha à procura de uma dieta e uma colega mostrou-me a dieta dos 31 dias. Na teoria a dieta resultou, perdi 7/8 quilos e por ai me mantive. O único problema é que continuando em dieta o meu corpo recusou-se a abandonar mais uma grama que fosse. Sem falar nos danos psicológicos que esta dieta me causou. Porque eu não tenho uma relação saudável com a comida e não sei quando conseguirei ter.
Desde Setembro que vou ao ginásio em média 5 dias por semana, tento-me mentalizar que o peso não interessa para nada, mas quando o digo estou a ser hipócrita. Porque por mais que me diga que o que importa é os níveis de massa magra e massa gorda, continuo presa ao imc e às teorias do peso ideal.
(continua...)








