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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Saga do Aspirador 1

Algures em Setembro, depois de termos começado a habitar a casa, começamos a comprar pequenos electrodomésticos… Como na altura ainda estava a trabalhar e não tinha horários de gente, o meu moço acabou por comprar alguns produtos com a ajuda dos pais dele. 

Ele foi à worten à procura de um aspirador decente. Uma funcionaria que estava lá perto, ofereceu ajuda e sugeriu um modelo que "supostamente" era a água.  A senhora explicou como funcionava, ele ficou convencido e como estava em promoção ele acabou por o trazer.

Utilizamos o aspirador com as instruções que a funcionaria tinha dado e um mês depois o aspirador começou a verter água da ficha e entretanto deixou de funcionar.

Fomos até à área de reparação da worten, disseram-nos que a garantia não abrangia questões relacionadas com a água, que devia ter sido mau uso nosso, que devíamos ter posto muita água e beca beca. Na altura fiquei pior que estragada. Como assim mau uso? Eu colocava só um pouco de água porque tinha medo e nunca tinha ultrapassado a linha que dizia "máximo". Sem falar que se era um aspirador a água, porque que raio a garantia não cobre? Então e se tivesse danificado e a água entrasse no motor ou algo assim?

Foi para orçamento e queriam cobrar-nos quase 60 euros… mais um pouco e era o preço que tínhamos pagado pelo aspirador. Fomos lá discutir esta questão e dizer que não aceitávamos este orçamento. O funcionário era outro, explicamos a situação toda. Entretanto este funcionário começa a ver a descrição do produto no computador e muito sério diz-nos que o aspirador não é a água. Começo-me a rir porque já nem sabia reagir de outra forma. 

Como assim não é a água?! Mas vendaram-me o aspirador e ainda me disseram com todas as garantias que era assim que se usava e agora dizem-me que é um aspirador a seco sem saco? Pedimos o livro de reclamações e depois de explicarmos a situação toda a supervisor eles ofereceram-se para pagar o  arranjo. Isto a dia 27 de Outubro… recebi o aspirador apenas hoje.

Primeiro veio com uma mossa que tenho a certeza absoluta que não tinha e quando ele começa a aspirar, para de trabalhar e depois começa a trabalhar de novo (como se tivesse com algum tipo de mau contacto). Já nem sei se isto é normal ou se tenho de ir reencaminhada de novo para a área de reparações da worten.

Querem uma recomendação? Por mais óbvia que seja a utilização de um produto, não se fiem nos vendedores e leiam sempre o livro de instruções.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Primeira resolução

Ainda agora estava pelo facebook e vi esta imagem na página do E-konomista.pt e fiquei a pensar no quanto relata a realidade. Nós cá por casa tentamos não ficar com muita coisa porque já sabíamos que não íamos conseguir dar conta e por isso pedimos aos nossos familiares para levar isto e aquilo. Mas ainda ficou para cá uma boa dose de baba de camelo, mousse de chocolate, chocolates em tudo o que é canto, broas de mel, torta de Azeitão, paté de atum, camarões e… acho que foi tudo. Depois ainda estamos naquela fase de jantares de Natal pós Natal, em que vamos comer "à tia, à mãe e à avó" e tenho que confessar que apesar de ser das pessoas mais glutonas que conheço (mentira estou a exagerar), isto não anda a ser fácil. 
A minha irmã já disse que podia levar um doce ou outro para a casa dela (a baba de camelo se calhar vai ser mesmo encaminhada para lá), o meu moço ajuda-me a comer algumas coisas mas é pouco… portanto tenho andado a lanchar gordices atrás de gordices e hoje por descarga de consciência já almocei sopinha só com uma batata (para além dos outros ingredientes claro) e tenho bebido chá sem açúcar as carradas. Mas acho que isto tudo não vai impedir um belo número na balança (agora se calhar só me peso para o ano, para nem desmoralizar) e uma boa dose de diabetes. Como provavelmente engordei nesta época festiva ( tal como 90% de outros seres vivos), a minha primeira resolução de ano novo, é não engordar do período do Natal ao Natal. 

Primeira Ceia de Natal


Desde que compramos a casa que tinha a ideia fixa de que a véspera de Natal seria cá. Não suportava a ideia de passar esta noite sem os meus pais e não achava justo priva-lo dos pais dele ou até de mim, portanto juntar as duas famílias pareceu-me a solução ideal.

Não houve cá decorações natalícias para além da árvore Natal (essas mariquices ficam para outro ano). Vieram garfos e facas emprestados, doces pelos tios, irmã e cunhado, a mãe dele cozinhou o melhor que ela sabe fazer, a minha mãe fez o mesmo e nós… demos a casa, quatro mãos e duas bocas para comer todas as gordices que apareceram à frente. 

A lista de convidados acabou por aumentar um pouco mais do que previ, ao ponto da minha preocupação ser "onde é que raio é que vou sentar esta gente toda?!". Fomos 13 ao total, (não faço ideia de como é que sentei esta gente toda à volta de uma mesa) , comida em abundância, presentes em moderação e boa disposição. Não estava à espera que corresse tão bem como correu, mas posso desde já dizer que foi um dia muito feliz e espero repetir.

E foi assim que o meu pai deixou de puder dizer que só conhece os meus sogros quando eu me casar. 


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

1 mês antes do suposto

Dia 30 de Outubro decidimos ir comprar uns espelhos para as casas de banho. Já andávamos numa luta à imenso tempo porque não encontrávamos nenhum que tivesse o suportes nas mesmas distancias em que tínhamos os buracos na parede e não queríamos fazer novos buracos. Acabamos por desistir disso e fomos até ao Leroy Merlin comprar uns que achássemos bonitos e o resto logo se arranjava. Nisto quando estávamos a ir embora… esbarrei com a secção de decoração de Natal e não consegui evitar levar uma árvore comigo. Era uma coisa que ainda não tinha na minha casa e comecei a achar que os preços ali ou no chinês acabavam por ser a mesma coisa e lá levei a senhora árvore. 

Cheguei a casa, numa altura em que não tinha praticamente decorações… se me lembro ainda nem tinha montado os varões e posto os cortinados, decidi montar logo a árvore. Não sei se foi pela ânsia de ter uma árvore de natal na minha nova casinha, se foi preguiça de a colocar na arrecadação, mas ali ficou.

Dias depois comprei os ornamentos para a árvore no Lidl, uns azuis e uns prateados e comprei as fitinhas, a estrela e as luzes num mega chinês aqui da zona. Claro que isto de não ter uma ocupação têm as suas consequências e mal cheguei a casa meti as mãos à obra. 

A minha avó materna faleceu no Natal quando eu tinha 6 anos e esta comemoração acabou por ser sempre algo estranho e/ou triste na casa da minha mãe. Não sei se foi uma tentativa de contrariar toda esta tristeza, tenho a certeza que a minha avó não iria querer isto ou se foi simplesmente pela ansiedade de criar novas memórias… memórias felizes na minha nova casa. 

Acabei por ser a doida… que montou a árvore de natal um mês antes do costume. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ilusões e desilusões na procura de trabalho

Acredito que faça parte de uma maioria que têm uma espécie de filtro no que toca a procura de trabalho. Como a oferta nas minhas áreas dos estudos ou nas áreas que me sinto 100% à vontade é muito escassa, o meu filtro fica bastante diminuído a tudo o que não seja call center e vendas de porta em porta. 

Não há nada que eu menos goste do que impingir alguma coisa a alguém sem que essa pessoa tenha pedido. Percebo o desespero das empresas que praticam este tipo de markting tão violento, mas sinceramente as vezes acho que este tipo de estratégia muitas vezes causa um efeito contrário e esse efeito acaba por ser descarregado em cima dos trabalhadores, que muitas vezes aceitam este tipo de trabalhado desesperados para receber algum. Eu como consumidora do que seja, sempre que quero um produto ou um serviço vou à busca dele.

Com isto queria falar-vos de umas coisinhas que me aconteceram... Tenho mandado currículos para as áreas em que estou interessada e entre as carradas de CVS ignorados, houve 3 almas que acharam que o meu perfil era aquilo que estavam à procura… e porque não? Afinal eu sou uma pessoa maravilhosa *vou-me convencendo aos poucos*. Entre essas 3 empresas, 2 delas chamaram-me para uma 2.ª entrevista. 

Com a primeira estava super entusiasmada, era uma empresa de markting e publicidade que apesar de já ter alguns escritórios espalhados, ia abrir outro aqui na margem sul e estava à procura de uma recepcionista, web designers e trabalhadores para diversas áreas… Na primeira entrevista, depois de ter fingido que era a pessoa mais confiante do mundo, disseram-me o que faziam e perguntaram se estaria disposta a liderar uma equipa e eu respondi que sim enquanto tentava enganar a mim própria.  No dia a seguir, na segunda entrevista, levaram-me para vender um serviço de porta em porta. Na minha decepção fui me embora.

A segunda empresa estava à procura de uma recepcionista na área da saúde, também aqui na margem sul. Quando me chamaram para esta entrevista fiquei super entusiasmada porque apesar de não ser a minha área era algo que eu gostava mesmo de poder fazer. Durante a entrevista perguntaram-me porque que me tinha candidatado a esta vaga e eu entusiasmada enumerei o porque de querer ser recepcionista nesta área e o senhor partiu o meu coração a dizer que esta vaga não era para recepcionista, era para vender seguros de saúde. Ligaram-me mais tarde para ir a uma segunda entrevista, da qual acabei por não ir. 

Posso parecer ingrata, mas não tenho estofo para este tipo de trabalho. Portanto acredito genuinamente que é melhor deixar para quem tenha capacidades e não se sinta miserável ao faze-lo.